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Elos Clube de Itararé
A Imprensa em Itararé - Jornais

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HOMENAGEM


Após 12 anos de emancipação politica (1905), deu-se em Itararé a primeira tentativa de fundação de um jornal local, de nome "Correio de Itararé", direção e duração sem registro. De vida efêmera é certo, como é certo que foi a primeira voz da imprensa itarareense. A esse seguiu-se o jornal "Fronteira", trabalho de jovens em cuja frente estava Walfrido Rolim de Moura, de apenas 18 anos. Durou de 1908 à 1910, em razão de várias dificuldades, como acontece com os pioneiros. Mas a idéia de um jornal permaneceu acesa e em 1910 o mesmo grupo criou "O Itararé" sob a direção do mesmo Walfrido Rolim de Moura e de José Lobo Ribeiro, sendo seu redator chefe o jornalista Aldo Silva. Mais tarde, o Jornal passou às mãos de Eugênio Dias Tatit, então Prefeito de Itararé, tendo como Diretor, Ambrósio Dias Tatit - API - 1122. Por muitas décadas "O Itararé" foi o porta-voz da comunidade itarareense. No ano de 1923 foi adquirido por Pedro Dias Tatit, um jovem de mais ou menos 25 anos e que conduziu o jornal até o desaparecimento deste, com a edição nº 2446, em 17/02/63.

Numa homenagem ao "O Itararé", o Elos Clube publica o texto que se segue, de seu 1º número, datado de 25-09-1910, numa transcrição fiel da notícia.



Texto publicado no Boletim Informativo do Elos Clube de Itararé

O ITARARÉ


Orgam imparcial e noticioso

Propriedade de LOBO e MOURA

Publica-se aos Domingos

ANNO I

Itararé,25 de setembro de 1910

ASSIGNATURAS para a cidade

ANNO...8$000 Semestre....5$000

Publicações - Por linha $200 rs


O ITARARÉ


Vem a luz hoje, nesta cidade, pela primeia vez, O Itararé orgam hebdomadario, que se propõe a defender os itarareenses deste município.

Nada tem o presente orgam de commum com a extinta A FRONTEIRA, que teve, como acontece com quasi todos os periodicos do interior, a duração das rosas da chapa consagrada.
O Itararé, porém, se apresenta ao público sob melhores auspícios, almejando vida longa, e para isso invoca a proteção do público para poder no caracter de jornal imparcial, trabalhar em prol do progresso desta cidade, destinada a ser "o espelho de S.Paulo", segundo as elevadas intenções do Governo deste Estado.

Não há dúvida que a verdadeira imprensa, na inteira accepção do Termo, tal como a sonhou Guttemberg, sem os excessos que sempre são deploráveis, mormente no terreno partidário, presta reais serviços à sociedade.

Animado com esse intuito O Itararé inicia hoje a sua publicidade, procurando interpretar os sentimentos nobres deste povo essencialmente ordeiro e progressista.
Estas linhas constituem o programa do presente hebdomadario.





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HOMENAGEM


1º de janeiro de 1949 - Nesta data começou a circular um novo jornal. Itararé crescia, estava em franco progresso na época áurea da madeira. Havia necessidade de expressar a opinião de grupos cujos ideais eram diferentes dos que, até então, se professavam. Para emitir novos conceitos houve necessidade de um novo veículo de informação e para isso foi fundada nova empresa, a Impressora Bandeirante S/A, que possibilitou a edição do jornal "Tribuna de Itararé", bem conceituado como o seu anterior, sendo logo aceito e respeitado pelos itarareenses. Entre os 33 fundadores estavam Hermínio Lages, ex-gerente do jornal "O ITARARÉ", e seu jovem sobrinho João Contieri, funcionário do mesmo. Os primeiros Diretores da "TRIBUNA DE ITARARÉ" foram Adriano Queiroz Pimentel ( diretor responsável), e Roberto Roberto Teodorico Côrtes (diretor- gerente e redator do jornal). Hermínio dos Santos Lages era gerente da gráfica, e João Contieri, seu auxiliar. Em 1954, ambos adquiriram uma pequena gráfica a que deram o nome de Tipografia Guarani. Devido à inúmeras dificuldades a Impressora Bandeirante foi extinta, ficando Hermínio e João Contieri responsáveis pela edição da Tribuna de Itararé. Em 1964, dez anos depois, dissolveu-se a sociedade entre os sócios remanescentes, tendo João Contieri ficado com o jornal, passando a Tribuna a ser editada na Tipografia Itararé, de sua propriedade.
Por mais de 30 anos a "Tribuna de Itararé" foi composta a mão, com tipos móveis. Na era da Informática foi adquirido equipamento moderno, impressora laser e a impressão do jornal passou a ser em cores.
Atualmente, a "Tribuna de Itararé" tem como dirigentes Sandra Siqueira Contieri e Oswaldo Wolf.



Clique aqui para acessar a página da "Tribuna de Itararé"

João Contieri é um grande nome do jornalismo, em Itararé.
Começou a prendizagem da arte tipográfica, ainda menino, no Jornal "O Itararé", levado pelo tio Hermínio Lages. Ali fez de tudo um pouco, até familiarizar-se com os segredos da arte e tornar-se um admirável jornalista. João Contieri foi um homem de larga visão, honesto, ponderado e imparcial.

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TRIBUNA DE ITARARÉ - Nº 1


Propriedade: Impressora Bandeirante S/A
Diretor:- Adriano Queiroz Pimentel

Itararé,1º de janeiro de 1949

Expediente
Jornal Semanário de publicação dominical

Preço da asssinatura
Anual Cr$ 30,00
Semestral Cr$ 20,00

A direção do Jornal não se responsabiliza pelos conceitos emitidos em artigos assinados.
Redação e Oficinas:-
Rua !5 de Novembro, 100
Itararé

*

TRIBUNA DE ITARARÉ

Um Jornal a serviço do povo


Com este número iniciamos efetivamente, a publicação do hebdomadário Tribuna de Itararé, órgão destinado a transmitir e dar publicidade aos assuntos que interessam o povo.
Por motivos independentes de nossa vontade, e sendo o principal, a falta de oficinas próprias para sua confecção, não nos foi possível a tiragem de Tribuna de Itararé, destinada desde 1º de janeiro do ano findo, como era nossa intenção.
Mas agora, graças aos esforços e boa vontade de um pugilo de amigos e dedicados companheiros, temos a mais grata ventura de ver instalada em nossa cidade, uma oficina gráfica, a Impressora Bandeirante S/A- de cujo acervo faz parte o nosso jornal, que será o jornal do povo e para o povo, no bom sentido democrático.

Já o dissemos alhures e agora tornamos a repetir, que o papel da imprensa como divulgadora de notícias e comentários construtivos e orientadores da opinião pública no tocante aos assuntos de interesse coletivo, é de grande importância. O povo tem no jornal, bem orientado, uma fonte de esclarecimentos.

A assim, pois, nos propusemos lançar definitivamente um jornal que fosse realmente refletir esse estado de alma da população e que fosse um instrumento de realizações em benefício do bem coletivo. Nào visamos outro objetivo senão aquele de trabalhar pelo bem e pelo progresso de nossa querida terra Itararé.




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HOMENAGEM
Ao Homem inteligente e dedicado à imprensa, que foi responsável pela composição de 3 jornais:
- "O ITARARÉ", "TRIBUNA DE ITARARÉ" e "O GUARANI" -
Hermínio dos Santos Lages

Herminio Lages



Hermínio Lages iniciou a aprendizagem da arte tipográfica ainda muito jovem. Aos 16 anos ingressou nas oficinas do Jornal "O ITARARË", ali exercendo diversos cargos e funções, até chegar a gerente. No ano de 1949 associou-se a um grupo de acionistas para fundar a "TRIBUNA DE ITARARË". Anos após, num acordo com o único sócio remanescente, a sociedade foi dissolvida cabendo a Hermínio a Tipografia Guarani e, o jornal "Tribuna de Itararé" ao seu jovem sobrinho, João Contieri, então gerente do mesmo.

Finalmente, Hermínio Lages realizou o sonho de fundar seu próprio jornal. No dia 6 de fevereiro de 1968 circulou o primeiro número de "O GUARANI". E como era costume na época, de manhãzinha, os pequenos jornaleiros apregoavam alegremente pelas ruas:
"Olha o Guaaaraaaniii... !"

O Primeiro diretor de "O GUARANI" foi o Prof. Lucas Ferreira e, mais tarde, o jornal passou a ser dirigido pelo Prof. Lauri Ferreira Pinto. Atualmente, "O GUARANI", com moderno e completo equipamento, está sob a direção de Antonio Vinicius Lages, filho de seu fundador, Hermínio Lages.

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O GUARANI
SEMANÁRIO INDEPENDENTE E DEFENSOR DOS INTERESSES DO POVO

Diretor: Lucas Ferreira
Gerente: Nilson Lages
***



O GUARANI Nº 1

Apresentando:


Itarareense!!!

Este é o primeiro número do semanário que a Tipografia Guarani houve por bem levar ao esclarecido e laborioso povo de nossa cidade.
O Guarani espera ter boa acolhida e merecer todo apoio da população local, em benefício da qual irá desenvolver a sua luta.
Hoje, graças à colaboração e boa vontade de uma plêiade de amigos e dedicados companheiros, temos a mais grata ventura de ver circulando em nossa florescente e bela cidade, um novo jornal que se dispõe a ser acima de tudo uma fonte de esclarecimentos.
O papel da imprensa, como meio de divulgação de notícias e comentários construtivos e orientadores da opinião pública, no que tange aos assuntos que polarizam as atenções da coletividade, é de capital relevância.
Nesta oportunidade, nos dispomos e assumimos o sagrado compromisso de fazer do nosso jornal, um instrumento de realizações em prol do bem coletivo. Não objetivamos outra meta senão aquela de labutar com todas as nossas forças pelo incentivo e luta constante pelas boas causas, que farão de nosso Município, uma célula pujante do imenso e rico São Paulo.
Longe de paixões partidárias, o Guarani será para Itararé um facho luminoso, que orientará o bom povo de nossa cidade, na conquista de um progresso sempre crescente.
Nesta página haverá sempre espaço aos que desejarem nos auxiliar, inclusive aos que, frontal e lealmente, apontarem os nossos erros e omissões, o que para nós terá muito mais valia que possíveis aplausos.
O Guarani cumprimenta efusivamente o povo de Itararé, esperando de braços abertos o seu apoio e incentivo e ainda, profundamente grato aos seus anunciantes que já neste primeiro número em que o êxito do jornal é, apenas, uma esperança, dando-nos um admirável crédito de confiança.

***



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minuscula

a minúscula

A MINÚSCULA
A PEQUENA POLEGAR DA NOTÍCIA

DIRETOR/ EDITOR/ REDATOR: HÉLIO PORTO

EQUIPE DE APOIO:
Ilustrações e capas....................... HENZO A. PORTO
Arte/Gráfica.............................. ANDRÉ R. LAGES
Comercial................................. HERON F. PORTO
Impresso nas oficinas da GRAFICLETO


A MINÚSCULA


Nasceu com a pretensão de ser o primeiro jornal de bolso do mundo, no dia 1º de maio de 1992. Oferecia uma distribuição gratuita por 3 meses a quem se cadastrasse na redação. Foram mais de 500 interessados que passaram a receber o jornalzinho que virou mania na cidade pela sua conduta irreverente e uma linha debochada de enfocar a notícia. Seus custos eram patrocinados por 4 firmas apenas. Como jornal de bolso teve publicadas 67 edições.

No dia 1º de fevereiro de 1994 transformou-se em revista com capa bicolorida - a primeira revista periódica de Itararé. Em 05 de junho de 1995 retornou à nomenclatura de jornal, como tablóide. Em 1996 reassumiu o formato revista com capas coloridas que mantém até os dias atuais. No início de 2002, as edições 259 e 260 circularam em 1300 lares de Itararé e cidades vizinhas.